Não é a primeira vez que a Coca-Cola dá sinais de que a lata é a embalagem de menor impacto ambiental. Na edição de abril de 2008 da revista Fortune, o Chairman e CEO da Coca-Cola, Neville Isdell, foi questionado como seria uma embalagem sustentável. "Esta é uma embalagem ideal", disse, mostrando uma lata de alumínio de Coca Zero.
Em entrevista recente ao jornal Valor Econômico, David Vincent, diretor de projetos da Carbon Trust, mostrou que há uma preocupação crescente do consumidor sobre a questão. "Dois terços dos consumidores britânicos prefeririam produtos de baixa emissão de carbono, se tivessem essa informação". A Carbon Trust é uma empresa criada pelo governo britânico com o objetivo de desenvolver tecnologias e ferramentas para aumentar a eficiência energética e reduzir emissões de carbono.
<b>Estudo confirma análise brasileira</b>
O estudo realizado pela Carbon Trust vale apenas para os produtos vendidos na Grã-Bretanha, pois leva em consideração aspectos como o transporte e a distribuição da bebida, além da sua refrigeração. As distâncias brasilei-ras e a nossa matriz energética certamente produziriam resultado diferente. Mas existe pesquisa semelhante no país, desenvolvida pela engenheira química Renata Valt, que analisou o ciclo de vida de embalagens para refrigerante.
O trabalho de Renata mostrou que, com os atuais índices de reciclagem do país, a lata de alumínio é a embalagem de menor impacto ambiental, seja do ponto de vista do esgotamento de recursos naturais, como pelo impacto sobre o aquecimento global e pelo efeito fotoquímico resultante de sua fabricação.
"Os valores Eco-Indicador obtidos através da análise do ciclo de vida dos sistemas estudados revelam que, para as categorias de impacto adotadas, a lata de alumínio é a que tem menor contribuição negativa ao meio ambiente (comparada às garrafas de PET e de vidro)", conclui a engenheira química.
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