"Precisamos destacar nosso diferencial em relação a outras embalagens. O desempenho da reciclagem das latas de alumínio e sua contribuição para a solução de problemas ambientais e sociais, por si só, conferem sustentabilidade ao produto", explica Renault Castro, diretor executivo da Abralatas, que tem atuado em conjunto com o CMI -<I>Can Manufactures Institute</I> e o BCME - <I>Beverage Can Makers Europe</I>. O objetivo é transformar a latinha na embalagem para bebidas preferida em todo o mundo.
A lata, reforça Renault, tem todas as características necessárias para permitir uma estratégia mundial. É um produto global, praticamente igual em todos os países, e reflete desejos e demandas de consumidores e fornecedores que são semelhantes em todo o mundo. "É uma embalagem que contribui para uma economia sustentável e esta percepção é clara por parte de consumidores de todo o planeta".
O primeiro passo desta campanha global será gerar novos tipos de informação sobre a lata, com a utilização de indicadores de sustentabilidade que irão diferenciá-la de outras embalagens. Este índice levará em consideração os aspectos ambientais, como a Análise de Ciclo de Vida (ACV) da latinha, o tempo de vida das reservas naturais, a água e a energia utilizada e poupada com a reciclagem e as emissões de gases de efeito estufa desde a sua fabricação até a sua aquisição pelo consumidor final.
Também serão observados os aspectos econômicos, como a eficiência da cadeia produtiva, custos de distribuição, eficiência da embalagem e aspectos sociais, como a geração de emprego e renda (também no processo de reciclagem). "Temos um mercado de reciclagem absolutamente viável do ponto de vista econômico, que reduz a utilização do alumínio primário, o consumo de energia e a emissão de poluentes na fabricação. É um ciclo completo que traduz a sustentabilidade da latinha e é exatamente o que o consumidor atual está procurando" finaliza Renault.
<B>Contribuições da latinha para uma economia sustentável</b>
<U>Ambientais:</u> 100% reciclável (economia de energia e emissões); Eficiência do material (não há perdas na reciclagem).
<U>Sociais:</u> Formação de cooperativas; Mobilização de comunidades para a reciclagem. Geração de emprego e renda na reciclagem;
<u>Econômicas:</u> Baixo custo sistêmico (logística e distribuição); Eficiência na utilização de espaço; Eficiência no transporte.
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