Com crescimento contínuo de vendas, novas unidades estão sendo instaladas e outras diversificaram a produção para suprir a demanda. Os números do primeiro semestre revelam um recorde histórico na venda de latinhas. Foram quase 5,5 bilhões de unidades vendidas de janeiro a junho, um aumento de 13,3% sobre o mesmo período do ano passado.
A Crown Embalagens, por exemplo, iniciou a produção de tampas na nova unidade de Manaus, antes mesmo de sua inauguração oficial. Quando estiver em pleno funcionamento, a fábrica terá capacidade de produzir 2,7 bilhões de tampas ao ano, para abastecer especialmente o mercado do Sudeste. Para isto, investiu cerca de 15 milhões de dólares na nova unidade e tem planos de exportar o adicional, conforme informou o diretor comercial da empresa, Altair Frulane.
A Rexam colocou em operação uma unidade com linha flexível, em Jacareí (SP), com capacidade para produzir latas de tamanhos diferentes da tradicional latinha de 350ml. A produção de latas de 473ml, por exemplo, vai suprir a importação do produto e baratear o custo para a indústria de bebidas, que a utiliza principalmente para cerveja. No ano passado, a importação destas latas foi superior a 80 milhões de unidades.
A Rexam investiu aproximadamente 5,3 milhões de dólares para adaptar as máquinas da unidade de Jacareí, que estava fora de operação. A empresa, que também está produzindo latinhas de 250ml, estima que a produção das latas especiais deverá crescer cerca de 30% sobre 2006.
A Latapack-Ball tem previsão de também produzir latinhas de tamanhos diversos a partir do primeiro trimestre de 2008. Para isso, está reformulando sua unidade de Jacareí.
<b>Tampas pernambucanas na Europa</b>
A Rexam já está exportando tampas de latas de alumínio para o mercado europeu. Até setembro, serão 120 milhões de tampas enviadas para a Suécia. E, até o final do ano, as exportações para a Europa totalizarão 400 milhões de unidades, produzidas na unidade do Recife. O contrato de exportação foi possível porque a empresa recebeu, em maio, a certificação internacional da Carlsberg que a torna fornecedora "world class", uma exigência que poucas empresas no Brasil possuem.
A unidade recebeu o prêmio de Melhor Fábrica de Lean Enterprise do grupo Rexam no mundo. Lean Enterprise, que significa "enxuta", é um método de gestão responsável por eliminar o desperdício de todos os processos produtivos e administrativos da companhia.
Segundo José Roberto Baeninger, diretor de Desenvolvimento Organizacional da Rexam, a unidade pernambucana vai se transformar em base mundial de exportação. A partir de 2008, com a expansão da fábrica de Manaus, Recife deixará de abastecer o mercado interno, concentrando-se nas vendas externas, pelo Porto de Suape.
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