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Latinhas de
Alumínio - Como elas surgiram

O armazenamento de alimentos sempre foi um grande problema para
a humanidadedevido à sazonalidade entre sua produção
e seu consumo. Antigamente, por falta de tecnologia, os alimentos
eram armazenados sem processamento. Contudo, à medida que
as populações foram se urbanizando, surgiu a necessidade
de estarem à disposição dos consumidores com
rapidez, com boa qualidade e principalmente com preço acessível.
Estas necessidades deram origem ao desenvolvimento das tecnologias
de processamento e ao desenvolvimento de aditivos de alimentos.
Os processos de conservação de alimentos não
são novos, pois há milhares de anos que o sal e a
fumaça são usados como conservantes. O próprio
descobrimento do Brasil (segundo a história oficial) está
ligado aos primeiros aditivos de alimentos: as especiarias (pimenta,
cravo, canela, etc.) que os portugueses iam buscar nas índias.
Os antigos egípcios e romanos tinham conhecimento dos efeitos
preservativos do sal, da dessecação e da defumação.
Sugeriu-se que a primeira salga foi realizada enterrando-se o alimento
na praia, onde a água do mar realizava a cura. Os índios
americanos colocavam tiras de bisão e de veado no alto de
uma tenda ou sobre uma fogueira, onde a conservação
era devida à dessecação ou à defumação,
respectivamente. O bacalhau seco e salgado era um alimento comum
entre os colonos americanos. Os alimentos perecíveis eram
guardados em cavernas e fontes, onde a baixa temperatura prolongava
a conservação desejada.
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A história da lata começou
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A história da lata começou
em 1795 quando o governo Francês ofereceu um prêmio
de 12.000 francos para quem inventasse um método de conservar
comida. As tropas de Napoleão estavam sendo arrasadas mais
pela fome e doenças relacionadas do que pelo combate. Seus
soldados estavam armazenando comida por conta própria, e
uma fazenda bastante conhecida do general francês dizia que
um exercito viaja no seus estômagos. Conquistas
militares e expansão colonial requeriam que uma forma de
transportar comida sem apodrecer fosse descoberta.
Um parisiense chamado Nicholas Appert teve uma idéia. Ele
usou sua experiência de ex-doceiro, vinheiro, chef, cervejeiro
e fazedor de pickles, para aperfeiçoar sua técnica.
Depois de 15 anos de experiências, Appert obteve sucesso na
preservação de comida, vedando as garrafas com rolhas
e imergindo as garrafas em água fervente. As descobertas
de Pasteur (que seres microscópicos, eram os responsáveis
pela transformação de uva em vinho) surgiram quase
um século depois, em 1857. Contudo Appert supôs que
como no vinho, exposição ao ar estragava a comida.
Assim, a comida colocada num recipiente que vedava a entrada do
ar, ficaria fresca e com boa qualidade. E isso funcionou.
Amostras com comidas preservadas pelo método de Appert's
foram enviadas para o mar por mais de quatro meses . Carnes e vegetais
estavam entre os 18 itens diferentes em recipientes de vidro, todos
retiveram seu frescor e nenhuma substância passou por mudanças
substanciais. Em 1810, Appert ganhou o prêmio do próprio
Napoleão e escreveu um livro chamado O livro de todos
os lares: a arte de preservar comida por muitos anos. Ele
descrevia em detalhes o processo de armazenagem de mais de 50 comidas
e foi amplamente reconhecido.
No
mesmo ano, um Inglês chamado Peter Durand recebeu uma patente
do Rei George III pela idéia de preservar comida em "recipientes
de vidro, cerâmica, aço e outros metais". Durand
pretendia superar Appert com a utilização de recipientes
de aço. Feito de ferro coberto com latão para prevenir
ferrugem e corrosão, as latas poderiam ser vedadas, impedindo
a entrada de ar mas não eram quebráveis como o vidro,
afinal, um recipiente metálico cilindro com uma tampa soldada
, seria muito mais fácil de manusear que uma garrafa frágil
com uma rolha, de pouca confiança.
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A primeira lata
de bebidas de alumínio foi manufaturada pela Reynolds
Metals Company, nos EUA em 1963 e usada para embalar um
refrigerante de cola diet chamado "Slenderella."
A Royal Crown adotou a lata de alumínio em 1964,
sendo seguida em 1967 pela Pepsi e Coca-Cola.
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Esta era uma interessante inovação para a indústria
de embalagens porque a lata de alumínio era feita somente
de duas partes. Um corpo e uma tampa. Isto tornou possível
a impressão em 360° no corpo da lata, chamando mais atenção
dos consumidores nas prateleiras devido as belas e coloridas impressões.
Uma lata poderia agora fazer propaganda do seu conteúdo,
criando uma forte atração visual que poderia impulsionar
a venda de um produto em relação a outros.
Esta vantagem de mercado foi adicionalmente alavancada com a introdução
dos multi-pack (embalagem com doze latas) em 1972 pela
Pepsi-Cola, que permitia a venda de várias unidades simultaneamente.
Devido aos custos mais reduzidos, os consumidores passaram a poder
armazenar maiores volumes das suas bebidas preferidas em suas geladeiras.
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Refrigerantes
enlatados, começaram a ser vendidos em máquinas
em 1961, juntando-se as garrafas de vidro, já vendidas
na época. E no final dos anos 60, passaram a dominar
a venda nas máquinas. Em 1985, as latas de alumínio
já eram as embalagens mais populares de bebidas em
qualquer mercado. Segundo pesquisas realizadas nos EUA,
os consumidores compram quatro vezes mais refrigerantes
em latas de alumínio do que em garrafas
de plástico e 38 vezes (!!!) mais do que em
garrafas de vidro.
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