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  • O mito da nocividade do alumínio
    Foto: Alisson Gontijo

    Todos os estudos realizados até hoje evidenciam que o alumínio a que estamos expostos diariamente não causa nenhum efeito nocivo à saúde humana. O nosso organismo tem eficientes barreiras que praticamente impedem a absorção do metal.

    O alumínio é o terceiro elemento mais abundante da natureza, depois do oxigênio e do silício, e representa 8% da crosta terrestre. Assim, esse metal está presente em nossas vidas de diversas formas, sejam naturais ou manufaturadas, pois estamos expostos ao alumínio do solo, da água, do ar, nos alimentos e em alguns remédios prescritos para o tratamento de úlceras gástricas.

    O alumínio é utilizado inclusive na prevenção de doenças, contribuindo decisivamente no aumento da provisão de água potável: o sulfato de alumínio é usado como floculante nas estações de tratamento de água, onde age aglutinando pequenas partículas indesejáveis, além de organismos e bactérias prejudiciais à saúde, o que facilita a sua eliminação.

    E não é apenas no ambiente externo que o alumínio nos é familiar. Sua ocorrência em todos os órgãos, tecidos e fluídos do corpo humano demonstra que convivemos com o alumínio desde o nascimento.

    Baseando-se em estudos científicos, a Food and Drug Administration (FDA), dos Estados Unidos, órgão oficial de saúde que avalia e regulamenta o uso de alimentos e drogas para o consumo da população, classificou o alumínio na categoria dos produtos GRAS - Generally Recognized as Safe, cuja tradução livre é Produtos Geralmente Reconhecidos como Seguros, podendo ser amplamente utilizado, por exemplo, em utensílios domésticos, desodorantes, medicamentos, em embalagens de alimentos, entre outras finalidades.

    (Clique aqui para visualizar o Anexo XIV)

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vinculada ao Ministério da Saúde, divulga em seu site (http://www.anvisa.gov.br), na seção "Perguntas Freqüentes-Alimentos", uma série de repostas para as dúvidas mais freqüentes sobre o alumínio, seu uso e sua relação com a saúde humana.

     

    Na resposta à pergunta sobre a toxicidade do alumínio para o organismo, por exemplo, a Anvisa deixa claro que o alumínio - "um dos metais mais abundantes na crosta terrestre" - e seus compostos "são muito pouco absorvidos pelo organismo" e que o corpo humano "apresenta uma barreira (intestinal) ao alumínio ingerido, reduzindo sua absorção".

    Alguns estudos começaram a relacionar o alumínio à doença de Alzheimer a partir da metade da década de 70 e, já em 1995, a Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmava que não havia evidências científicas de qualquer relação entre a doença de Alzheimer e o alumínio, razão pela qual também não define limites de tolerância por questão de saúde para sua utilização. Estudos mais recentes apontam os fatores genéticos como as mais prováveis causas desse mal.

    (Clique aqui para visualizar o Anexo XV)

    Cozimento de alimentos em panelas de alumínio: uma prática segura

    Um estudo realizado pelo Centro de Tecnologia de Embalagem - CETEA, do Instituto de Tecnologia de Alimentos - ITAL, com o objetivo de levantar dados sobre o potencial de transferência de alumínio proveniente de panelas durante o preparo de alimentos, concluiu que o cozimento em panela de alumínio contribui com cerca de 2% do limite máximo de ingestão do metal recomendado pela Organização Mundial de Saúde - OMS - , qual seja, de 1 mg diário de alumínio por quilo de massa corporal.

    A pesquisa levantou dados sobre o potencial de transferência de alumínio proveniente das panelas durante o preparo de um cardápio tipicamente brasileiro: feijão, arroz, bife, batata e molho de tomate, entre outros, pois a ingestão varia em decorrência da dieta da população e de outros fatores, como as condições de cozimento e o tipo de panela.

    Resultado: a dissolução de alumínio identificada durante o cozimento é inferior até mesmo ao teor do metal presente naturalmente em alguns alimentos.

    (Clique aqui para visualizar o Anexo XVI)
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