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    Foto: Carlos Guilherme

    Parceria eficiente

    Cooperativas confirmam sucesso de parceria, mesmo sem receber em dia da prefeitura de Natal

    Um dos casos apresentados no Ciclo de Debates Abralatas 2012 como exemplo para a implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, a parceria entre a prefeitura de Natal (RN) e as cooperativas, mostrou no final do ano que o modelo é plenamente viável. Responsáveis pela coleta seletiva de mais de 400 toneladas por mês na cidade, as duas cooperativas contratadas continuaram realizando o serviço mesmo com o atraso de sete meses no pagamento pela prefeitura. Ao mesmo tempo, a empresa contratada pela coleta de lixo da cidade suspendeu os serviços, cobra uma dívida superior a R$ 20 milhões e deixou Natal com uma aparência de abandono.

    “A parceria com a prefeitura foi uma conquista que não pode ser abandonada”, defende Severino Lima, da Cocamar, que coleta cerca de 180 toneladas de resíduos recicláveis por mês. A cooperativa continua negociando com a prefeitura o valor não pago, mas recolheu o material e comercializou a sucata, garantindo 50% da renda dos catadores da cooperativa. “A renda mensal fica em torno de R$ 800,00. Metade vem com a parceria da prefeitura e metade com a venda dos resíduos reciclados”, conta Severino, um dos coordenadores do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis.

    Para o diretor executivo da Abralatas, Renault Castro, o fato de as cooperativas não terem interrompido o serviço, mesmo sem o pagamento em dia pela prefeitura, é uma demonstração de comprometimento dessas organizações com o caráter público do serviço que prestam. “A Política Nacional de Resíduos Sólidos estimula a parceria entre prefeitura e cooperativas, mas muitos ainda preferem contratar empresas privadas. A parceria é uma solução econômica, ambiental e social, pois garante emprego e reaproveitamento dos resíduos”.

    A Cocamar e a Coopcicla foram contratadas pela prefeitura de Natal para realizar a coleta seletiva e recolhem entre 7 e 8% dos resíduos produzidos na capital potiguar. Com os recursos obtidos, se capacitaram e compraram equipamentos. A prefeitura paga R$ 157,00 por tonelada coletada e as cooperativas ainda ficam com o resultado da venda do material recolhido.




    Escrito por Abralatas

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