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  • Meio Ambiente
    Foto: Alisson Gontijo

    Selo: retrocesso tecnológico

    Além das inconveniências já mencionadas, o uso de selo em latas de alumínio representa, de um lado, um aumento substancial no volume de resíduos sólidos resultantes do consumo de bebidas em latas e, de outro lado, um grave retrocesso tecnológico. A explicação é muito simples: após a abertura da lata, o consumidor tenderá a descartar o selo ou, na melhor das hipóteses, jogá-lo no lixo – mas sempre separado da própria lata.

    O fato é que, durante anos, a indústria de latas de alumínio para bebidas investiu milhões de dólares no desenvolvimento de máquinas mais avançadas e de novas tecnologias para reduzir o peso do produto e, tão importante quanto isso, para eliminar suas partes descartáveis.

    O resultado foi excepcional: nos últimos 25 anos, a lata de alumínio perdeu um terço do seu peso, chegando aos atuais 13,5 gramas. Além disso, o anel, antes descartável, passou a fazer parte da estrutura da lata. São aperfeiçoamentos importantes que, sem dúvida alguma, contribuem para colocar o Brasil na condição de campeão mundial de reciclagem de latas de alumínio.

    Vale lembrar que diversas entidades e organizações não-governamentais lutam, neste país e em todo o mundo, pela redução e disposição adequada de resíduos sólidos. A proposta do selo é, portanto, um contra-senso sob o ponto de vista ambiental – tão inócua quanto inoportuna.

    .:: Segurança na reciclagem

    Outra lenda urbana que se propaga pela internet, sem qualquer vinculação com a realidade, é que o processo de reciclagem do alumínio é feito sem qualquer controle, misturando pilhas e outros metais que podem causar danos à saúde humana.

    O processo de reciclagem de alumínio acontece da seguinte forma: antes mesmo de descarregarem os fardos de latas usadas, os veículos que transportam a sucata passam por um detector de radioatividade. Se aprovados, os fardos são desmanchados e picotados. Em seguida, as etapas de separação eletromagnética e por diferença de densidade eliminam todos os componentes que não forem alumínio.

    Antes de fundir, essa matéria-prima passa por um forno a 550º C que retira tintas, vernizes e óleo. Só então o material é fundido à 650º C. Antes de ser transformado em chapas para a fabricação de novas latas, o metal liquido é submetido a análises químicas com precisão de pureza em "partes por milhão".

    Somente depois de passar por todas essas etapas a chapa de alumínio será transformada em novas latas de bebidas, totalmente seguras para o consumo.

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