Foto: Alisson Gontijo
Desmistificando os boatos sobre a contaminção da lata de alumnio
A possibilidade de as latas de alumínio serem foco de disseminação de doenças transmitidas por contato surgiu como boato na internet e, apropriado por interesses comerciais inconfessáveis, transformou-se em tema recorrente de materiais jornalísticos de baixa qualidade, sem base técnica e de origem falsa. Este documento reúne informações fidedignas sobre o assunto e mostra os atributos que fazem das latas de alumínio uma embalagem segura, que atende às exigências higiênico-sanitárias de praticamente todos os países.
Com esse material, a Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade – Abralatas, juntamente com a Associação Brasileira do Alumínio – ABAL, a Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas – ABIR e o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja – Sindicerv, tem o objetivo de levar à sociedade a verdade a respeito de mitos que relacionam a lata de alumínio a riscos à saúde do consumidor, demonstrando de maneira inequívoca a desnecessidade de novas ações preventivas como, por exemplo, a adoção obrigatória de selos protetores, uma medida ineficaz que visa atacar um problema inexistente.
.:: Mensagens falsas na internet Como tudo começouCirculam pela internet, há mais de dez anos, mensagens com a suposta intenção de alertar a população sobre o "perigo" de se consumir bebidas em latas porque essas poderiam estar contaminadas por urina de ratos e, conseqüentemente, provocar leptospirose.
Essas mensagens circularam originalmente nos Estados Unidos, sem identificar autores e personagens. No Brasil, ganharam uma nova versão na qual, para dar ares de credibilidade ao texto, aponta-se o doutor Fábio Olivares, do Centro de Biociências e Biotecnologia da Universidade Estadual do Norte Fluminense, como seu autor. A versão brasileira afirma, ainda, existir uma pesquisa do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia e Qualidade Industrial) sobre o assunto e chega a sugerir que pessoas teriam contraído leptospirose e morrido após consumir bebidas em lata.
Com o objetivo de esclarecer o público, foram investigadas cada uma das informações contidas nessas mensagens e obteve-se declarações por escrito tanto do doutor Fábio Olivares - em que ele nega a autoria do texto (Clique aqui para visualizar o Anexo I) - quanto do Chefe de Gabinete da Presidência do Inmetro, Carlos Eduardo Vieira Camargo, garantindo que o Instituto jamais realizou análise em latas de bebidas com a finalidade de medir níveis de contaminação. (Clique aqui para visualizar o Anexo II)
Diante da comprovada falsidade das informações divulgadas nessas mensagens, foi requerido à Polícia Civil de São Paulo a instauração de inquérito policial, a fim de apurar a configuração de crime de falsidade ideológica, bem como de outros crimes e infrações à ordem econômica relacionados a esses boatos.

